terça-feira, 4 de maio de 2010
Os avanços tecnológicos e a escola
Os avanços tecnológicos e a escola.
Patrícia de Cássia Moraes Leite.
Diante de uma sociedade virtual, que se caracteriza pela velocidade de informações, o uso das novas tecnologias nas escolas se tornam primordiais.
É interessante relembrarmos que num passado nem tão distante, tínhamos o direito de escolher em usar ou não as tecnologias; mas, diante de um acelerado processo de informatização onde as máquinas substituem o trabalho manual do homem em várias atividades diárias, tornou-se inevitável e inadiável a busca de capacitação para vivência social na atualidade.
A escola portanto, neste processo, torna-se um agente de formação e capacitação deste processo de conhecimento e domínio de novas tecnologias implantadas na sociedade.
Tudo que é novo, a princípio traz rejeição, medo e insastifação. Mas, logo que a discussão torna uma prática cotidiana nas escola, abre-se novas reflexões e possibilidades de mudanças que contribuíram para o sucesso acadêmico dos educando e da sociedade em geral. Em passos lentos e graduais educadores que outrora criticavam a tecnologia e temiam que a mesma substituiria o seu árduo trabalho; vão buscando qualificação profissional para isso.
Do outro lado, os educando, entusiasmados e fascinados com os computadores e os recursos de comunicação que eles oferecem, sem medo e totalmente disponíveis buscam a informação neste meio de comunicação.
Acredito que o uso das novas tecnologias de informação nas Unidades Escolares trarão relevantes contribuições para o processo ensino-aprendizagem, se as mesma forem canalizadas com esse objetivo e baseando-se neste interesse conjunto. Creio que nem toda informação se torna conhecimento. Para que isso aconteça é necessário que haja uma mediação com objetivos claros a serem alcançados diante de tais informações. Assim, o papel do professor é essencial; pois ele será o mediador, estimular, reflexivo e crítico, diante da informação e o conhecimento assimilado pelo educando.
Avaliando de maneira geral a escola em relação as Tecnologias de Informação e Comunicação estamos muito distantes do objetivo que queremos ou precisamos alcançar. As Unidades Escolares ainda não dispõem maquinários suficientes que atendam a necessidade sequer dos educadores, e ainda mais distante dos educandos. Não há disponibilidade de computadores, nem de professores capacitados e àqueles professores que ousam a inserir em seus planejamentos o uso do laboratório de informática, quando disponível na escola, tem que dividir o uso do computador com três a quatro alunos; o que acaba por tornar impróprio e improdutiva as aulas.
Muito ainda precisa ser feito para que a escola tenha condições de cumprir o seu papel formador. Há um disparate entre aquilo que o governo espera, almeja e realmente faz. Sem conta com o vandalismo da população pervertida local. Que ao saber que as escolas possuem Laboratório de Informática, muitas vezes, imediatamente arrombam a escola e roubam aquilo que representava um esperança para os educandos menos favorecidos.
Não nos resta dúvidas, a escola é um canal de formação intelectual, profissional e social. Mas muito precisa ser feito para que a mesma tenha condições mínimas de cumprir o seu importante papel. Acredito que isso é possível e alcançável.
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